quinta-feira, 15 de junho de 2017

Vamos falar sobre puerpério???

Algumas verdades sobre o pós-parto, ou puerpério, devem ser ditas para desmitificar o processo, desculpabilizar as mulheres e abrir uma comunicação do que não é falado. O puerpério começa após o nascimento do bebê e pode durar até 1 ano. Sensações esquisitas não faz de você uma pessoa esquisita, mas sim uma pessoa normal, afinal de contas, somos humanas.
- Partos não são tão simples como acontece nas novelas e nos filmes. Parto normal dói para caramba, mas a dor é relativa para cada mulher e a cesária é uma cirurgia que pode ter complicações.
- O parto pode mudar, e muito, a relação da mulher com o próprio corpo, para bom ou para ruim, falar sobre pode ajudar.
- A ficha só cai mesmo depois que saímos do hospital e, cá entre nós, é foda. A gente percebe que de tudo que a gente leu, a maioria é diferente, isso quando não é tudo diferente!
- Se você teve um parto cesáreo e ainda sentir a barriga depois do parto, você não é louca, tudo acontece muito rápido e o seu cérebro não consegue acompanhar mesmo.
- Quando o bebê sai da sua barriga nem sempre acontece o que sempre vemos nos filmes e na TV dele ser colocado no seu peito, mamar direitinho e você tirar fotinha... Esteja preparada para não acontecer, pode ser bem frustrante.
- O inchaço pode permanecer ou piorar depois do parto.
- Se, ao ver aquele bebê pequenininho, não sentir aquele amor incondicional que é imposto socialmente, como se viesse no pacote pós-parto e muitas mães falam que acontece, não se culpe, o amor é construído no dia a dia.
- Terão alguns momentos em que você vai se perguntar se é isso mesmo que você queria, a criança chora, mama, faz xixi e cocô, e às vezes você se pergunta se aquele bebê ao menos sabem quem é você. É desesperador a rotina de um recém nascido e nos questionamos se vamos realmente conseguir um dia, voltar a trabalhar e ter vida social.
- A maioria vai te tratar como se você, que é a mãe, não sabe de nada. TODOS vão saber quando ele estará com cólica ou fome ou frio, TODOS vão ter fórmulas de como parar com a dor, a melhor forma de fazê-lo dormir, enfim... Acredite nos seus instintos, no fundo a gente sempre sabe o que fazer, mas é tanta gente buzinando que a gente nem consegue se ouvir.
- Algumas vezes também não saberemos mesmo o que fazer daí a gente pede ajuda.
- Bebês choram, eles não falam e por mais que você saiba o que tem que ser feito, ainda assim eles vão chorar.
- O corpo fica mesmo esquisito mesmo, algumas mulheres simplesmente substituem o olhar no corpo pelo olhar no bebê, não deixe de se olhar... seja empática com você, você pode pensar na sua saúde e bem estar sem prejudicar a amamentação.
- Existem mulheres que não amamentam porque acham que seus seios cairão por conta da amamentação. Querida, a gravidade chega para todas!
- Amamentar pode ser torturante, pode doer muito, sangrar... não acontece como as propagandas e vamos amamentar descabeladas mesmo, com olheiras e sem ter ao menos ter tido tempo pra escovar os dentes.
- Pra algumas mulheres amamentação é um momento lindo, mágico, pra outras é um saco, independente se é sua mulher, amiga, esposa, namorada apenas respeite seu sentimento em relação a amamentação
- A gente sente saudades mesmo da vida sem filhos, de como era bom dormir quando dava vontade, acordar quando o olho abria e não tem problema nenhum. Economize culpa.
- Tem dias que a gente vai ter vontade de gritar e chorar igual ao bebê, pra ver se ele entende que isso é irritante e pára, mas a gente lembra que é adulto... ainda assim algumas vezes tem gente que tenta rsrs
- Tem dias que vai ter vontade de jogar o bebê pela janela sim, mas a diferença entre mães normais e mães psicóticas é que as “normais” não jogam.
- baby blue, depressão pós-parto, psicose pós parto, existem sim! Não são brincadeira e podemos fazer um post sobre isso depois.
- Transar a primeira vez depois de ter bebê pode ser simplesmente horrível. No geral, ficamos ressecadas, dói, a libido tá no pé, não estamos a vontade com o nosso corpo, temos medo do peito vazar, o emocional está abaladíssimo com a nova rotina, o novo corpo ficamos inseguras... enfim, com tudo isso, muitas têm dificuldade de gozar, de chegar ao orgasmo. Meninas, paciência. Converse com o parceiro sobre como se sente em relação a tudo, não se moleste para agradar o outro. Tem mulheres que nada disso acontece, já rola um empoderamento e retomam tudo com tranquilidade, cada um é cada um. Homens posso imaginar como não deve ser pra vocês, mas paciência, vai jogar bola, correr, pedalar alguma atividade que goste pra desestressar.
- Passamos a ter um “eu coletivo”, não tomamos mais banho sozinhas, não dormimos mais sozinhas, todo mundo vê o peito e você não tá nem aí, vai ter uma época que nem xixi nem cocô você fará sozinha.
- Algumas vezes você vai fingir que dorme ou amar lavar uma louça só pra o pai tomar alguma atitude e ainda assim ele não vai entender.
- Existe muita solidão no pós-parto. As pessoas simplesmente e repentinamente mudam o foco apenas para o bebê. Por vezes estamos rodeadas de pessoas, mas nos sentindo extremamente sozinhas. Algumas mães conseguem elaborar a solidão de uma forma tranquila, outras entram em sofrimento mesmo. Não é frescura!!!
-Faça terapia! Procures um profissional qualificado!#puerpério #pós-partos #maternidade #daybyday#filhos #mães


quinta-feira, 1 de junho de 2017

Sobre a Gravidez

15 verdades sobre a gravidez que ninguém te conta:

  1. Não importa o seu grau de madamice, você vai andar de perna aberta.
  2. Sua pepeca vai ficar parecendo um sapo gorducho. Se você tiver um parto normal, essa situação piora, mas o corpo é sabio e (JURO) tudo volta ao seu devido lugar.
  3. A barriga fica MUITO esquisita depois que o bebê sai. Seja gentil com você e não se apegue a isso.
  4. Peitos: dar de mamar pode ser tão difícil quanto parir. Se você perceber que não está conseguindo, peça ajuda e esqueça aquela foto em tons pastel da mãe sorrindo segurando o bebê no peito. Aquilo é propaganda.
  5. Cesáreas salvam vidas e são uma evolução da medicina, no entanto, é uma CIRURGIA. Vão cortar umas 7 camadas suas, retirar um bebê, que nem sempre está pronto para nascer e depois te costurar. Parem de achar que isso não é perigoso, parem de achar que isso é normal. Normal é menino sair pela pepeca
  6. Parto normal: vamos tomar um café e conversar ao vivo sobre isso?
  7. Azia. Minha nossa senhora, que negócio ruim. Em resumo é uma labareda que vai do esófago até bem próximo a garganta e sempre que você fala sobre o assunto, tem alguém com uma receita mi-la-gro-sa.
  8. Não existe barriga de menino e barriga de menina, mas é importante respeitar a crendice popular, então, não se irrite.
  9. Outro ponto sobre peitos: eles vão ficar escuros. Isso não é feio ou bonito, é natural. O sovaco também pode ficar mais escuro, assim como seus lábios. Uma linha preta dividindo sua barriga é um outro sinal natural da gravidez, mesmo que nenhuma famosa tenha mostrado essa parte da história.
  10. A medida que a barriga cresce, o simples ato de dormir se transforma em algo dificílimo. Virar de um lado para o outro é quase uma tortura chinesa.
  11. Bebês soluçam na barriga e isso é muito esquisito, causando certa aflição.
  12. Hormônios: podíamos chamá-los de demônios também, porque olha...A variação de hormônios é algo enlouquecedor e nos coloca numa montanha russa ou num estado próximo da bipolaridade. Tudo é grande e intenso e a única solução para isso é respirar corretamente.
  13. A gravidez pode te trazer a energia de um touro ou a lerdeza de uma tartaruga. É uma loteria, ou seja, você não decide.
  14. Nem toda grávida consegue desenvolver uma comunicação direta com a barriga. Não se culpe, pois a brincadeira começa do lado de fora mesmo.
  15. Agora vem a coisa mais louca: cada gravidez é de um jeito. É preciso respeitar a gravidez alheia, acolher cada sentimento e tentar encontrar (no meio desse carnaval) momentos de paz, para que a cabeça não pire e o coração respire.
    Fonte: nodrammom

Meus complementos....=)
  1. Fazer sexo pode ser delicioso porque você fica mais lubrificada e o fato de sua vagina ficar mais "exposta" proporciona mais prazer e os hormônios que são produzidos na hora do sexo fazem muito bem para a mãe e o bebê.
  2. Muitos homens ainda têm medo, de certa forma, de transar com mulheres grávidas, por medo de estar "cutucando" o bebê. Rapazes: não tem como isso acontecer! acreditem!
  3. Fazer sexo com uma barriga de 35 semanas é meio complicado, mas nada que o bom humor e a criatividade não resolvam.
  4. Tem mulheres que ficarão com muita vontade de transar e outras ficam completamente assexuadas. A conversa com o parceiro e compreensão faz com que a mulher se sinta mais segura.
  5. Realmente, pode ser que sua barriga fique muito diferente, mas também pode ser que não, então o melhor é perceber que cada mulher é unica e cada uma tem a relação com o corpo diferente. Obviamente mulheres que malharam a vida toda terão uma resposta do corpo mais rápida.
  6. Existe uma frase de que "barriga de grávida não tem dono" justificando todo mundo "poder" colocar a mão. Se você está grávida não é obrigada a aceitar e se você não está grávida pergunte, não custa nada.
  7. Por vezes, mais pro final, você vai achar um saco estar grávida, nenhuma roupa serve, você está mais cansada, todo mundo acha que já está na hora do bebê sair... paciência.... 
  8. Você perde, de certa forma, o controle do seu corpo, vai soltar pum sem ter a intenção, vai roncar...
  9. Se não está se sentindo a mulher mais linda do mundo com suas amigas falaram que se sentiram não se culpe, cada um tem uma relação diferente com uma barriga crescente e um corpo em constante mudança.
  10. Gravidas ficam lenta sim,  o processador fica diferente.

domingo, 9 de abril de 2017

No último mês, em dois momentos, na academia, peguei o finalzinho daquele programa “Encontro” da Fátima Bernardes. Coincidentemente, ou não, o assunto era o mesmo, a depressão. Na ocasião, o discurso de artistas e outros convidados não artistas era praticamente o mesmo. Esse mal silencioso, que chega de mansinho, é um transtorno mental afetivo que é caracterizado por uma tristeza constante acompanhada de sintomas negativos que impossibilita o sujeito de fazer suas atividades cotidianas e corriqueiras como estudar, cuidar da família, tomar banho entre outras. A falta de informação sobre a doença, a ignorância, fomenta o preconceito e inviabiliza as pessoas que estão sofrendo de identificar e/ou procurarem ajuda com os primeiros sintomas. Pode ser que esteja lendo aqui e acabe pensando: mas eu não sou preconceituoso(a), eu gosto de ajudar as pessoas, pois então eu te digo, todos somos e estamos num momento de educação social em várias vertentes e os transtornos psicológicos estão na lista. Uma vez assistir uma propaganda de um remédio para gripe, acho que é “Coristina d” que tinha um slogan do tipo “Pra quem não pode parar por uma gripe”. As pessoas estão cada vez mais pressionadas a virar máquinas. Estão sendo treinadas, se é que é a palavra certa, a não sentir, não respeitar seu corpo e sentimentos. Um remédio com um slogan desses simplesmente reforça o constrangimento de uma pessoa que não se sinta bem por uma gripe quanto mais o de uma pessoa que está num quadro depressivo. E aí, um sujeito que já está imerso naquela tristeza que não passa, sem vontade de sair da cama escuta frases do tipo “vamos no shopping que melhora!”, “depressão é doença de rico”, “você tem que aprender a lidar com isso”, “você está sendo egoísta”, “você tem que orar, isso é falta de Deus”. Família e amigos têm papéis fundamentais para que o sujeito dê o seu primeiro passo para o tratamento.
Ainda hoje, depressão é confundida com tristeza, sentimento extremamente comum e que todos, em algum momento da vida, experimentam. Ficar triste e cabisbaixo não significa que a pessoa está em depressão, em alguns dias, certamente estará melhor. A depressão não tem uma causa real e nem universal, cada sujeito tem uma espécie de peneira emocional e, às vezes o que passa pela peneira, mesmo que em pequenas doses, vai “minando” a vida como uma espécie de bactéria que parece inofensiva, mas aos poucos vai contaminando e putrificando a psique.
Mesmo que tenha a melhor intensão do mundo, aprenda a olhar o outro. Nossos julgamentos só falam de nós mesmos e na maioria das vezes, na ânsia de ajudar e querer resolver logo, não percebemos que só estamos contribuindo para a solidificação da doença.
Procure um profissional qualificado! Faça terapia! 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Quando assisto às  propagandas da polishop fico pensando em como eles têm soluções para TUDO! Pra alisar e enrolar o cabelo, perder medidas em minutos... enfim.. me pego pensando se na vida as soluções fosse tão práticas e rápidas assim... seria perfeito se todas as consequências das escolhas fosse diminuídas com a cinta mágica que ainda empinasse a autoestima. Ser tolerante consigo pra deixar sua grama  Verde como você quer e não como acha que a do vizinho é, requer paciência e persistência. Saia desde limbo emocional, segure as rédias da vida para que você possa degusta-la e simplesmeste viver! Quem cuida das emocões cuida da vida! Procure um profissional qualificado!  #janeirobranco #saudedamulher #saudementaldatrabalhomasvaleapena #saudemental #psicologia #psicologando

quarta-feira, 8 de julho de 2015

SEXO E OUTROS AMORES: O falo do século XXI

SEXO E OUTROS AMORES: O falo do século XXI: Dias atrás fiquei pensando nessa questão fálica do novo século. É claro que quando pensamos em objetos ou até mesmo situações fálicas certa...

O falo do século XXI

Dias atrás fiquei pensando nessa questão fálica do novo século. É claro que quando pensamos em objetos ou até mesmo situações fálicas certamente nos vem à mente inúmeras situações, inúmeros objetos, mas o que mais me chamou a atenção foi famoso, idealizador, tenebroso, salvador e devastador “Smartphone”.  
Fico observando como as pessoas têm trocado as relações reais pelas virtuais. As redes sociais são entupidas de amigos que às vezes nem te conhecem ou só te viram uma vez ou porque têm vários amigos em comum ou simplesmente porque foram com sua cara, o WhatsApp de grupos intermináveis, grupos de família, grupo de trabalho, grupo de festa ou simplesmente grupos. Grupos que infernizam seu dia com mensagens de bom dia, boa tarde ou boa noite, aqueles bichinhos falando com a voz estranha, vídeos sem noções, fotos de gente famosa morta ou acidentada... Enfim, no final das contas quando a maioria dessas pessoas te encontram às vezes, e por vezes, mal olham na sua cara e falam simplesmente “Oi”!
Apesar de todas essas questões as pessoas não se desligam do Smartphones, alegando que estão resolvendo questões de trabalho ou simplesmente se divertindo. É quase um ato masturbatório ficar com aquele dedinho inquieto no celular, com os olhos fixados naquilo sem simplesmente querer olhar para o lado, quase como hipnotizado pelo santo graal. Certamente tomadas por uma sensação de empoderamento, uma necessidade de se fazer presente, de se mostrar presente, de estar online para, de repente, preencher um vazio existencial.
Vazio este, que a cada dia, cada minuto tem aumentado quando um amigo quer simplesmente desfrutar da sua companhia, ou sua mulher ou seu esposo querendo dar ou receber carinho ou simplesmente um sexo gostoso, ou seu filho querendo brincar.
Um gozo vazio que não te deixa nem com a pele bonita. Um gozo ilusório quando na verdade não há gozo, há desgosto. E aí eu pergunto: vale a pena essa troca? É realmente vantajosa? O fato é que precisamos parar de inventar desculpas para justificar nossas falhas e simplesmente aceitar que devemos investir mais em nos relacionar, em resgatar amizades e boas conversas na praça ou no parque. Refazer os laços, relacionar-se, não é mandar mensagens de força pelo Facebook ou pelo WhatsApp, refazer os laços muitas vezes implica em deixar tais aplicativos pra olhar nos olhos e sorrir junto, entender o que estar sentindo, entrar em contato consigo mesmo e não simplesmente “encaminhar” as mensagens com a justificativa de que te descreve ou tem tudo a ver contigo. Esse tipo de falo não te dá poderes e nem te faz gozar, ele te escraviza e te proporciona uma falsa liberdade. Talvez seja a hora de repensar prioridades e até mesmo sua liberdade só pra por a prova se você é dono do seu eu mesmo ou simplesmente servo do outro.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Como levantar sua autoestima

Certo dia fiquei pensando em mais uma armadilha da sociedade machista em que vivemos. Ao receber um vídeo sobre uma nova mulher que vem dividindo experiências com mulheres, dando cursos de como ter uma autoestima melhor, de como seduzir um homem entre outros constatei o quanto que vídeos como esse são frutos do reinado machista em que vivemos.

Quando somos mais novas, com toda aquela curiosidade sexual vídeos como esse servem de grande valia para nós, mas e os homens? Talvez nunca ninguém tenha parado pra pensar o porquê que só nós temos que ser as melhores de cama, dar aquele show, fazer aquele streap –tease, saber fazer  aquele sexo oral, ser descoladas, ser resolvidas e eles muitas vezes nada! Muitos não conseguem saber nem a importância da higienização para um sexo de qualidade.

Quantas mulheres convivem com uma ejaculação precoce e ainda levam a culpa? E quantos homens sabem realmente o que faz uma mulher feliz na cama? A meu ver, a literatura erótica feminina tem feito tanto sucesso porque nela, personagens como Christian Gray sabem que se a mulher deixar a bexiga não tão cheia fica mais fácil de chegar ao orgasmo. Quantos homens você conhece que sabem desse macete?  O universo machista dita que homens não precisam se reciclar, acham que só aquele trabalhinho mecânico aprendido em filmes pornôs é suficiente, por isso que muitas mulheres  preferem vibradores a homens! Sexo é uma troca e, como todo relacionamento, uma via de mão dupla.

Acredito que tá mais do que na hora de sair daquele clichezinho de que mulheres não gostam de homem e sim de dinheiro e blá blá blá e acreditar que se sua mulher está com você é porque ela não quer seu salário, certamente ela tem o salário dela e pode comprar as roupas, os acessórios e até pagar as viagens que ela deseja. Acredite, se ela está ao seu lado há tanto tempo e aturando suas manias e defeitos, é porque tem coisas que o ser humano pode oferecer ao outro que dinheiro nenhum paga, e gozar faz parte disso, e quando é com quem escolhemos dividir o resto de nossas vidas é melhor ainda!


 Talvez o mais criativo e mais prazeroso seja o mais simples dos prazeres. Talvez é simplesmente ouvir ou simplesmente perguntar. Talvez é simplesmente ver ou perceber de fora pra entender o porquê ou simplesmente se colocar no lugar do outro e aí meu amigo, todo esse pouco é muito e só você tem a ganhar!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Excesso

Final de ano já chegou e já passou, votos foram renovados, promessas refeitas, metas redefinidas e, pra variar, a velha e boa dieta certamente deve estar em uma das promessas de muitos. São dietas novas, milagrosas, sucos detox, tudo pra podermos nos recuperar dos excessos cometidos nas festas de final de ano ou do ano que passou. Muitos nutricionistas não defendem dietas, muitos defendem a educação ou reeducação alimentar. Excessos...

Se pararmos para pensar, tudo em excesso faz mal e, sem exceção, tudo mesmo!!  Excesso de peso, de magreza, de comida, de trabalho, de bebida, de sexo, de passado, de futuro, de amor, de desamor, de ciúmes, de água, de sono, de doces, de tudo! Segundo Freud, somos movidos por uma pulsão de vida e uma pulsão de morte, uma força constante que gera uma pressão permanente, de dentro pra fora, buscando um escoamento da energia excedente para que possa alcançar a satisfação. Eu arrisco dizer que muitas vezes essa “satisfação” vem traduzida em excesso.

Podemos até colocar que o excesso pode ser caracterizado por essa pressão, essa energia excedente sendo canalizada apenas unilateralmente. Então aí vem a questão, quantas pessoas que você conhece que, depois de um relacionamento mal sucedido enfiam a cara no trabalho sem direito a férias ou vida social, ou pessoas que justificam sua ausência em casa porque têm que trabalhar para dar o sustento para a família quando na verdade estão canalizando esse excesso de pressão psíquica, ou melhor, fogem ou vivem numa alta da pulsão de morte.


Certamente, mais pessoas do que podemos imaginar e por vezes nós mesmos vivemos impulsionados para a morte, justificando nossos excessos das formas mais descaradas fugindo do equilíbrio que a vida ou a natureza trata com normalidade e simplicidade; talvez seja “simplesmente simples” achar o caminho do equilíbrio, da reeducação. A reeducação, seja ela, alimentar, amorosa, psíquica é uma forma de ter de tudo um pouco, você pode comer de tudo, até chocolate, mas depois que aprende é educado pra vida toda. Porque o equilíbrio não é tudo de um e sim um pouco de tudo. E esse pouco de tudo que é o sacrifício que muitos não entendem, é o pouco que é muito, é o pouco que é simples, mas que faz feliz!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

SEXO E OUTROS AMORES: Autismo Social

SEXO E OUTROS AMORES: Autismo Social: Um dia desses, estava caminhando no shopping quando alguém me abordou para pedir uma informação e eu, mesmo com o fone de ouvido, consegui ...

Autismo Social

Um dia desses, estava caminhando no shopping quando alguém me abordou para pedir uma informação e eu, mesmo com o fone de ouvido, consegui ouvi-la e a ajudei. Reportei-me a uma ocasião em que passei mal dentro de um “zebrinha”, pra quem não sabe zebrinhas são ônibus em Brasília que acomodam menos pessoas e fazem um itinerário mais curto, cheguei até mesmo a vomitar e, depois  do que aconteceu olhei para quem poderia ter percebido já pensando na justificativa porque fiquei super constrangida enfim, fui surpreendida por ninguém, ninguém ter olhado ou percebido. Fiquei perplexa. Comecei a pensar se fosse um infarto ou epilepsia ou qualquer outra crise em que alguém precisasse de um suporte, mas talvez, a situação não seria diferente, por quê? Porque cada indivíduo que estava naquele ônibus estava em seu mundo, com seu fone, com suas músicas, como uma espécie de autista.

Então, fiquei pensando que existe um novo tipo de autismo, eu chamaria de autismo social ou autismo da modernidade. Quantos relacionamentos estão em crise desde a facilidade ao acesso dos smartphone? São tantos aplicativos legais que, por um lado, realmente agilizam nossa vida e, por outro, destroem-na completamente. Quantos casais chegam em casa e, infelizmente, não conseguem deixar o celular de lado chegando ao ponto de se comunicar pelo whatsapp? Quantos adolescentes estão crescendo e comunicando-se apenas com o mundo virtual? Todos autistas.

O bom é que esse tipo ou categoria de autismo tem cura. É um tipo de esforço do qual fomos, teoricamente, estimulados desde cedo. Somos inseridos em um circuito social desde que nascemos e estimulados a nos comunicar o tempo inteiro. Família, escola, trabalho, todos sobrevivem com base em relacionamentos. Ninguém é um deserto, mas todo mundo têm seus desertos, ninguém só depende de si pra existir, um puxa o outro, um anima o outro, inspiramo-nos em quem nem sabe que nós existimos, mas o fato é que cada vez desnutrimos nossas relações e por vezes, nos fechamos na playlist do celular como se estivéssemos fazendo parte de um clip musical e na vida perfeita e feliz do facebook.

O fato é que a vida é real e que estamos aqui pra sentir, chorar, sorrir, amar, odiar, viver e compartilhar o que vivemos ou o que foi vivido porque, o que somos hoje devemos a alguém que nos doou, mesmo que homeopaticamente, suas experiências. Sábias são as palavras de Dalai Lama: “O período de maior ganho em conhecimento e experiência é o período de mais difícil da vida de alguém”. Portanto, saiamos desse mundinho medíocre e arrisquemo-nos, ninguém disse que seria fácil, mas que valeria a pena e lembre-se, o difícil é o fácil que nunca foi tentado.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

SEXO E OUTROS AMORES: Anorexia Emocional

SEXO E OUTROS AMORES: Anorexia Emocional: A anorexia é um transtorno de imagem que é caracterizado pela perda de peso intencional induzida e mantida pelo paciente. Também está relac...

Anorexia Emocional

A anorexia é um transtorno de imagem que é caracterizado pela perda de peso intencional induzida e mantida pelo paciente. Também está relacionado à sensação de apetite diminuída e diria que é uma doença que está ganhando espaço numa perspectiva afetivo - emocional. Quantas vezes ou quantas pessoas você já ouviu dizer que está saciado emocionalmente ou afetivamente? E, quantas vezes ouvimos tantas justificativas a ponto de ficarmos estarrecidos por fulano ou fulana conseguirem viver com tão pouco alimento pra alma? Chega a ser inimaginável entender como algumas pessoas conseguem viver com tão pouco, migalhas, e não conseguem enxergar o quão desnutridas estão afetivamente.

São migalhas no trabalho, migalhas de amizade, migalhas de atenção, de carinho, de amor e, o resultado não poderia ser diferente, sobrevivem. O fato é que elas veem como excesso e assim, satisfazem-se com muito pouco, ou melhor, saciam-se, mas quando o outro a vê logo enxerga a doença.
Geralmente pessoas que se doam muito acham que não tem o direito de receber tanto. E nada-nada, vira um ciclo vicioso e suicida. Quantos de nós, em momentos cruciais no trabalho, deixamos de comer, nos sustentamos com café, guloseimas dar conta de um trabalho ou projeto? Quantos de nós priorizamos atividades que mais nos matam do que nos revigoram?

O mundo “Time is Money” nos consome, nos definha e até muda os nossos valores. Passamos a acreditar que é suficiente o tempo passado com o parceiro no carro com som ligado, ouvindo notícias, sem trocar uma palavra, acreditamos até que falar com o parceiro ou filho durante o dia somente por whatsapp ou com mensagens motivacionais, de bom dia ou de carinho no facebook nos dá a pseudo sensação de união familiar. Onde foram parar os abraços, as cartas de amor (as realmente escritas e não as compartilhadas) os telefonemas e cartões de feliz aniversário, os sorrisos e as gargalhadas reais? Alguns logo justificariam que tudo isso é exagero, mas não percebem o quanto são desnutridos satisfazendo-se com carinhas felizes e gargalhadas escritas.

Não é egoísmo acreditar que merecemos o melhor, muitas vezes, o que nos impede de ter um bom carro, um bom apartamento e até mesmo um bom relacionamento é que acreditamos que não somos merecedores de tal graça e vivemos em uma espécie de restrição emocional eterna.  Acreditar que merece já é um grande passo, procurar ajuda é o primordial, afinal de contas, anorexia não é brincadeira, nos enfraquece de uma forma até não termos defesa o suficiente pra sairmos com vida, ou seja, alimente sua alma!  


sábado, 6 de setembro de 2014

6.9 – Dia do Sexo

Muitos certamente, nem saberiam que hoje é dia do sexo. Hoje me peguei pensando em como seria o dia do sexo se fosse comemorado como essas datas comerciais. Imagina o dia do sexo sendo comemorado como o dia dos namorados? Hilário!! Se no dia dos namorados, pra comemorar é preciso ter um namorado, no dia do sexo seria devastador. Todas as datas ditas comerciais são exploradas pelo comercio de uma forma tão insistente que acabamos cedendo. Agora, imaginem a cena, os comerciais exibindo vibradores e acessórios eróticos insistentemente para que todos pudessem comemorar o dia “D”?? No mínimo, engraçado.

A questão aqui não é a data em si, até porque muitas pessoas justificam não dar presentes no dia da mulher ou dia das mães ou crianças porque diz que “dia da mulher é todo dia!” Quantas de nós já não ouvimos essa frase? A questão é que essas justificativas são até plausíveis, mas a verdade é que são apenas palavras. Muitos justificam assim pra simplesmente não se render aos manejos comerciais, ao capitalismo e consumismo. A verdade é que por pior que seja algumas mulheres só são valorizadas, agradadas e mimadas no dia da mulher, ou reconhecidas o seu devido valor no dia das mães e amadas no dia dos namorados. Alguns homens, só são valorizados como pai no dia dos pais e, pior, os que sabem, só fazem sexo no dia do sexo!

Claro, claro, tudo no seu devido lugar, mas vamos combinar que tem gente que precisa das datas!! Não é o ideal, mas às vezes é necessário. Para os que precisam das datas, comemore e para os que não precisam, aproveitem mais ainda! Estamos num mundo que nos engole de uma forma que às vezes esquecemos até de respirar quanto mais amar, valorizar quem estar do nosso lado, aproveitar e curtir quem nos ama, “chamegar” com quem vale a pena.


Então, se tem data, comemore! Se não tem data, invente alguma para comemorar! Justifique, comemorando!! E perceba que a vida vale muito mais a pena quando é gozada e simplesmente vivida!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Homens ao mar!!!!

Expressão bem conhecida quando se trata de perigo ou algo parecido. O curioso é que um dia desses usei uma metáfora com um paciente que depois até eu mesma fiquei pensando. Coloquei que, às vezes, era preferível “abraçar a âncora”. Fiquei pensando na comodidade de tantas pessoas que acabam por fazer esta escolha. Quantas vezes desistimos de nadar e por vezes nem tentamos? Nadar pra mim é um dos esportes mais difíceis que conheço. Já experimentei vários esportes, mas nadar... Água cansa mais do que 20 km de corrida. Quantas vezes a vida fez isso conosco? São tantas ondas, os famosos “caldos” que, faz com que saiamos do mar sem saber quem somos, para onde vamos ou, vai dizer que ninguém nunca tomou ou “caldo” daqueles? São dificuldades que várias vezes fazem com que nós simplesmente abracemos a âncora, desistimos.

Aprender a nadar para alguns educadores físicos é uma questão de sobrevivência. Hoje, tem-se a natação para bebês. Deveria ser pré-requisito, afinal de contas não tem coisa melhor do que ir a algum lugar que tenha piscina e ficar tranquilo em relação ao seu filho. Quando somos crianças e seu pai diz: pula! Você vai e pula! Deveria ser assim para viver, ensinar a nadar, ou melhor, a viver! Só que quando crescemos parece que o medo cresce proporcionalmente. Temos medo de pular, de nadar, de viver! Ficamos hesitantes, damos tantas desculpas, tantas explicações, algumas tão surreais que só nós acreditamos. Ora, medo e o desespero no mar são apenas condições para a morte, a sua e a de quem pode te salvar. Quem conhece o mar sabe que ele, em sua magnitude, merece respeito. A vida também oras!

Jogar-se na vida não significa não pensar nas dificuldades que ela vai apresentar, mas sim confiança de que pode sobreviver e, que em meio a ondas e caldos que você vai tomar e que podem até te tombar, deve-se ter o respeito e discernimento para enfrenta-los de modo que não se afunde e nem afogue quem pode te salvar. Tantas vezes a solução de vários, muitos problemas estão na nossa frente e simplesmente, por conta do desespero, não conseguimos enxergar. Parece difícil, mas, o difícil é o fácil que nunca foi tentado, as vezes, é só dar aquele impulso pra respirar um pouco e conseguir pensar.

Viver não é fácil, viver e ser feliz é mais difícil ainda, mas quando se decide por isso, aprendemos a ver as dificuldades de forma diferente e, quando alguém ou alguma situação te joga no mar, você nada! E por maiores que sejam as ondas você consegue! Ninguém nunca disse que seria fácil, mas que valeria a pena!

domingo, 10 de agosto de 2014

SEXO E OUTROS AMORES: São só garotos

SEXO E OUTROS AMORES: São só garotos: Um dia desses fiquei pensando como deve ser ruim ser homem porque concluí que é muito, mas muito melhor ser mulher. Talvez seja uma quest...

São só garotos


Um dia desses fiquei pensando como deve ser ruim ser homem porque concluí que é muito, mas muito melhor ser mulher. Talvez seja uma questão de semântica, se é que se pode dizer assim. Então, nós mulheres somos treinadas para sermos mulheres, bem ou mal, é isso que acontece. Desde pequenas ganhamos bonequinhas, algumas aprendem a bordar, outras panelinhas, e recebemos conselhos futurísticos com frases sempre iniciadas com aquela conjunção “quando”. Quando você casar... Quando tiver a sua casa... Quando você for mãe... Quando..... quem não se lembra de ter ouvido alguma frase assim ou de já ter falado algo do tipo. E os homens?? Eu mesma nunca me lembro de ter ouvido frases parecidas para os homens. Adoraria que eles ouvissem frases do tipo quando você casar corteje sempre sua esposa, nunca deixe de namora-la, corteje-a sempre não somente quando quiser transar, ajude-a em casa, não deixe a tampa do vaso levantada, seja proativo, fique mais tempo com seus filhos e se fosse fazer uma lista não pararia por aqui. Ao invés disso eles escutam frases como homem não chora, homem não podem brincar de boneca... homem não... e homem não! Enquanto somos “treinadas” para tornarmos mulheres eles são incentivados a serem apenas garotos, alienados por um machismo que os forja como homens.

E aí, vem o casamento! Tudo que foi construído é desconstruído, tudo que achávamos que seria de um jeito é de uma forma completamente diferente! Hábitos diferentes que são mudados ou adaptados, somos obrigados a amadurecer, a respeitar, a crescer, a assumir! Assumir a vida adulta, pagar contas, sorrir quando quer chorar, falar quando não quer falar. Nós mulheres, claro que nem todas e cada uma no seu ritmo, parece que temos uma coisa meio “camaleoa” de se adaptar, de usar a criatividade e solucionar problemas. Já os homens... o tempo de maturação é diferente, sofrem, mas ninguém falou pra eles que homem sofria de amor ou por amor, sentem vontade de chorar, mas todo mundo dizia que homem não chora, eles até tentam , mas não mostraram que eles tinham outras opções, apenas uma.

Pior do que o casamento são os filhos! E agora?? Uma criaturinha tão pequena depende desse pai que, automaticamente, transforma-se em herói ou príncipe. O mundo deles cai porque até então, fizera o que fora projetado: jogar bola, assistir campeonatos de futebol ou algum canal de esporte, coçar o saco, campeonatos de quem cospe mais longe e de repente, aquele que não brincou de bonecas pra ter uma ideia de como seria segurar um bebê, trocar fraldas, dar banho, brincar, aconselhar sobre namorados se vê obrigado a fazer tudo isso, por uma espécie de amor que ele nunca experimentou.


 E aí eles viram homens! (Uns nunca se transformam, mas foquemos na parte boa). Os valores mudam, a forma de ver algumas coisas muda quase tudo muda. Alguns até experimentam uma espécie de gratidão pelas mulheres de sua vida. Como quase tudo na natureza, o homem tem seu tempo de maturação. Deve-se considerar as “interferências” que o preparam ou simplesmente retardam esse processo. Mais uma vez, a comunicação e o respeito têm seu valor primordial com uma boa dose de paciência dentro da panela do amor.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Como andar de Skate

Certo dia, observando um jovem andar de skate, fiquei pensando em quanto andar de skate se parece com viver a vida. Parece ser libertador estar sobre quatro rodinhas, mas mais libertador ainda deve ser conseguir ficar em pé nessas quatro rodas. Admito que já tentei andar de skate e não quis levar essa aventura a sério, mas respeito quem anda não só por andar, mas porque tenho a impressão de que quem aprende a andar de skate deve aprender a cair também. Essa é a questão, saber cair.

Somos ensinados a ascender, a ir sem olhar pra trás quando o passado também faz parte de nossa história, as quedas fazem parte da nossa história. Sem elas não aprenderíamos, não arriscaríamos e mais, arriscaria dizer que muita coisa depende do ângulo em que a queda é vista, faz todo um diferencial. A questão é que não somos ensinados a cair, diga-se de passagem, alguns pais até brigam com os filhos quando caem, quando deveriam enfatizar o levantar, enfatizam a queda.

Saber cair deveria ser condição sine qua non para viver. Saber cair é ter coragem, é admitir que não deu certo, é ter humildade pra assumir seus erros, é saber cair pra não ficar no chão. Saber cair é cair pra levantar e não cair pra afundar-se na lama da vergonha. Então, depende do ângulo mesmo. Se não caíssemos, não saberíamos andar. Quando sabemos cair arriscamo-nos até que dê certo. Quando sabemos cair, simplesmente não temos medo de arriscar, de tentar, de levantar e mantemos o foco no conseguir, no objetivo real ou alguém já viu uma criança desistir de andar depois de um tombinho?

Não é vergonha cair, é vergonha cair e ficar no chão, esperando os outros fazer o que só nós podemos fazer por nós mesmos, é não pedir a mão para admitir que precisa de ajuda, ajuda pra levantar, pra seguir em frente, pra viver. Não tenha vergonha de suas quedas, orgulhe-se delas, porque de alguma forma, as quedas te dão sabedoria para escolher o melhor caminho ou simplesmente, trilhar o seu caminho de forma mais rica e mais leve.


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Dar nome aos bois

Expressão tão comum que deveria ser mais presente em nossas vidas, ou melhor, em relação nosso órgão sexual. A relação que temos com o órgão, nós mulheres em especial, nem sempre é normal, ou até humana e muito menos motivadora. Falo motivadora porque enquanto os homens dão apelidos grandiosos, como se com tais nomes conseguissem ganhar uma guerra e virar lendas, nós mulheres, parecemos carregar o peso da inveja do pênis e acabamos sendo conduzidas a nomenclaturas que apresentam certo nojo e até um menosprezo com nosso órgão, até decorrente de uma baixa autoestima sexual.

Chega a ser engraçado, pra não dizer patético, a forma como é imposto a relação com o órgão sexual feminino. Tais questões denotam certo preconceito ou a carga dos tempos remotos de que mulher não tinha direito ao prazer, não tinha direito a ser. E aí, em pleno século XXI, deparamo-nos com mulheres que tem vergonha do seu órgão, que foi ensinada a dar um nome como se fosse um disfarce, nada que remeta a questões sexuais. São mulheres que foram induzidas a renegar seu órgão ou a simplesmente ignorar.

Depois de queimar sutiã, brigar por direitos iguais, vimo-nos frustradas sexualmente quando precisamos simplesmente aceita-la, simplesmente dar o nome correto. Vamos combinar, não dá pra viver a vida simplesmente ignorando um fígado, ou um rim, ou até mesmo alguns vasinhos, quanto menos a nossa vagina.

Vagina! O nome nem é feito e tem gente com nome pior!!! É um órgão tão perfeito quanto qualquer outro do corpo humano, de uma elasticidade extraordinária ainda tem a adorável função predestinada ao prazer. Está ligada diretamente com todos os outros órgãos e às vezes nos dá sinais muito mais claros. O difícil é ver o sinal de um “ser” ignorado né?


Então, ignorar sua vagina é ignorar você, sua saúde, sua sexualidade. Dê nome aos bois, não a sua vagina. Trate as coisas como elas são e certamente os problemas ficarão muito mais fáceis de ser resolvidos com seus respectivos nomes e não com os disfarces que lhe são dados.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Futuro no Presente

A ansiedade, que é a reação surpreendentemente mais comum e muito presente nos dias atuais, pode ser definida também como “excesso de futuro”. Deixamos de viver o hoje e nos preocupamos tanto com o que vai ou o que pode acontecer que simplesmente não vivemos. O que realmente nos faz fugir do futuro? Seria o estado de calamidade do país? O sistema? Ou simplesmente a nossa vida? De todas as possibilidades citadas a terceira é a mais difícil de resolver porque para que isso ocorra, depende explicitamente e exclusivamente de nós! É a nossa vida e ela precisa ser cuidada agora, hoje e não amanhã, precisa ser vivida e não ficar estacionada na vaga do passado. Preocupamo-nos tanto com o que o outro vai pensar, temos medo do que vai acontecer quando na verdade estamos apenas imobilizados frente a um futuro que nem sabemos quando vai acontecer com a probabilidade de não acontecer por estarmos como estátuas frente as possibilidades.
Não vivemos até, que súbito, nosso corpo chacoalha-nos para mostrar-nos que precisamos viver e, quando olhamos pra trás, percebemos o quanto não vivemos, o quanto deixamos de fazer  e nos encontramos sem perspectiva para o futuro

Percebemos que deixamos de nos amar, de dividir, de estar com pessoas queridas e às vezes, percebemos que deixamos até de sorrir. Desaprendemos a relaxar, a acreditar que somos capazes mesmo motivando todos ao redor; recolhemo-nos em nós de uma maneira peculiar e quando a ficha cai, estamos numa situação como se fôssemos o homem de lata de Alice no país das maravilhas, só gostaríamos de ter um coração, de sentir.

Superprotegemo-nos, não tocamos e nem deixamos ser tocados. Deixamos de abraçar, deixamos de amar. Esquecemos nossos interesses, não pedimos ajuda, afundamos num futuro sem perspectiva sequer para o presente.

O presente é simples e está aí como um presente. Talvez, hoje, não é visto nem aberto com o entusiasmo de um presente, mas só depende de nós vive-lo ao máximo e reconectarmos com nossa alma, voltando a viver ou simplesmente sentir.