segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Como levantar sua autoestima

Certo dia fiquei pensando em mais uma armadilha da sociedade machista em que vivemos. Ao receber um vídeo sobre uma nova mulher que vem dividindo experiências com mulheres, dando cursos de como ter uma autoestima melhor, de como seduzir um homem entre outros constatei o quanto que vídeos como esse são frutos do reinado machista em que vivemos.

Quando somos mais novas, com toda aquela curiosidade sexual vídeos como esse servem de grande valia para nós, mas e os homens? Talvez nunca ninguém tenha parado pra pensar o porquê que só nós temos que ser as melhores de cama, dar aquele show, fazer aquele streap –tease, saber fazer  aquele sexo oral, ser descoladas, ser resolvidas e eles muitas vezes nada! Muitos não conseguem saber nem a importância da higienização para um sexo de qualidade.

Quantas mulheres convivem com uma ejaculação precoce e ainda levam a culpa? E quantos homens sabem realmente o que faz uma mulher feliz na cama? A meu ver, a literatura erótica feminina tem feito tanto sucesso porque nela, personagens como Christian Gray sabem que se a mulher deixar a bexiga não tão cheia fica mais fácil de chegar ao orgasmo. Quantos homens você conhece que sabem desse macete?  O universo machista dita que homens não precisam se reciclar, acham que só aquele trabalhinho mecânico aprendido em filmes pornôs é suficiente, por isso que muitas mulheres  preferem vibradores a homens! Sexo é uma troca e, como todo relacionamento, uma via de mão dupla.

Acredito que tá mais do que na hora de sair daquele clichezinho de que mulheres não gostam de homem e sim de dinheiro e blá blá blá e acreditar que se sua mulher está com você é porque ela não quer seu salário, certamente ela tem o salário dela e pode comprar as roupas, os acessórios e até pagar as viagens que ela deseja. Acredite, se ela está ao seu lado há tanto tempo e aturando suas manias e defeitos, é porque tem coisas que o ser humano pode oferecer ao outro que dinheiro nenhum paga, e gozar faz parte disso, e quando é com quem escolhemos dividir o resto de nossas vidas é melhor ainda!


 Talvez o mais criativo e mais prazeroso seja o mais simples dos prazeres. Talvez é simplesmente ouvir ou simplesmente perguntar. Talvez é simplesmente ver ou perceber de fora pra entender o porquê ou simplesmente se colocar no lugar do outro e aí meu amigo, todo esse pouco é muito e só você tem a ganhar!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Excesso

Final de ano já chegou e já passou, votos foram renovados, promessas refeitas, metas redefinidas e, pra variar, a velha e boa dieta certamente deve estar em uma das promessas de muitos. São dietas novas, milagrosas, sucos detox, tudo pra podermos nos recuperar dos excessos cometidos nas festas de final de ano ou do ano que passou. Muitos nutricionistas não defendem dietas, muitos defendem a educação ou reeducação alimentar. Excessos...

Se pararmos para pensar, tudo em excesso faz mal e, sem exceção, tudo mesmo!!  Excesso de peso, de magreza, de comida, de trabalho, de bebida, de sexo, de passado, de futuro, de amor, de desamor, de ciúmes, de água, de sono, de doces, de tudo! Segundo Freud, somos movidos por uma pulsão de vida e uma pulsão de morte, uma força constante que gera uma pressão permanente, de dentro pra fora, buscando um escoamento da energia excedente para que possa alcançar a satisfação. Eu arrisco dizer que muitas vezes essa “satisfação” vem traduzida em excesso.

Podemos até colocar que o excesso pode ser caracterizado por essa pressão, essa energia excedente sendo canalizada apenas unilateralmente. Então aí vem a questão, quantas pessoas que você conhece que, depois de um relacionamento mal sucedido enfiam a cara no trabalho sem direito a férias ou vida social, ou pessoas que justificam sua ausência em casa porque têm que trabalhar para dar o sustento para a família quando na verdade estão canalizando esse excesso de pressão psíquica, ou melhor, fogem ou vivem numa alta da pulsão de morte.


Certamente, mais pessoas do que podemos imaginar e por vezes nós mesmos vivemos impulsionados para a morte, justificando nossos excessos das formas mais descaradas fugindo do equilíbrio que a vida ou a natureza trata com normalidade e simplicidade; talvez seja “simplesmente simples” achar o caminho do equilíbrio, da reeducação. A reeducação, seja ela, alimentar, amorosa, psíquica é uma forma de ter de tudo um pouco, você pode comer de tudo, até chocolate, mas depois que aprende é educado pra vida toda. Porque o equilíbrio não é tudo de um e sim um pouco de tudo. E esse pouco de tudo que é o sacrifício que muitos não entendem, é o pouco que é muito, é o pouco que é simples, mas que faz feliz!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

SEXO E OUTROS AMORES: Autismo Social

SEXO E OUTROS AMORES: Autismo Social: Um dia desses, estava caminhando no shopping quando alguém me abordou para pedir uma informação e eu, mesmo com o fone de ouvido, consegui ...

Autismo Social

Um dia desses, estava caminhando no shopping quando alguém me abordou para pedir uma informação e eu, mesmo com o fone de ouvido, consegui ouvi-la e a ajudei. Reportei-me a uma ocasião em que passei mal dentro de um “zebrinha”, pra quem não sabe zebrinhas são ônibus em Brasília que acomodam menos pessoas e fazem um itinerário mais curto, cheguei até mesmo a vomitar e, depois  do que aconteceu olhei para quem poderia ter percebido já pensando na justificativa porque fiquei super constrangida enfim, fui surpreendida por ninguém, ninguém ter olhado ou percebido. Fiquei perplexa. Comecei a pensar se fosse um infarto ou epilepsia ou qualquer outra crise em que alguém precisasse de um suporte, mas talvez, a situação não seria diferente, por quê? Porque cada indivíduo que estava naquele ônibus estava em seu mundo, com seu fone, com suas músicas, como uma espécie de autista.

Então, fiquei pensando que existe um novo tipo de autismo, eu chamaria de autismo social ou autismo da modernidade. Quantos relacionamentos estão em crise desde a facilidade ao acesso dos smartphone? São tantos aplicativos legais que, por um lado, realmente agilizam nossa vida e, por outro, destroem-na completamente. Quantos casais chegam em casa e, infelizmente, não conseguem deixar o celular de lado chegando ao ponto de se comunicar pelo whatsapp? Quantos adolescentes estão crescendo e comunicando-se apenas com o mundo virtual? Todos autistas.

O bom é que esse tipo ou categoria de autismo tem cura. É um tipo de esforço do qual fomos, teoricamente, estimulados desde cedo. Somos inseridos em um circuito social desde que nascemos e estimulados a nos comunicar o tempo inteiro. Família, escola, trabalho, todos sobrevivem com base em relacionamentos. Ninguém é um deserto, mas todo mundo têm seus desertos, ninguém só depende de si pra existir, um puxa o outro, um anima o outro, inspiramo-nos em quem nem sabe que nós existimos, mas o fato é que cada vez desnutrimos nossas relações e por vezes, nos fechamos na playlist do celular como se estivéssemos fazendo parte de um clip musical e na vida perfeita e feliz do facebook.

O fato é que a vida é real e que estamos aqui pra sentir, chorar, sorrir, amar, odiar, viver e compartilhar o que vivemos ou o que foi vivido porque, o que somos hoje devemos a alguém que nos doou, mesmo que homeopaticamente, suas experiências. Sábias são as palavras de Dalai Lama: “O período de maior ganho em conhecimento e experiência é o período de mais difícil da vida de alguém”. Portanto, saiamos desse mundinho medíocre e arrisquemo-nos, ninguém disse que seria fácil, mas que valeria a pena e lembre-se, o difícil é o fácil que nunca foi tentado.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

SEXO E OUTROS AMORES: Anorexia Emocional

SEXO E OUTROS AMORES: Anorexia Emocional: A anorexia é um transtorno de imagem que é caracterizado pela perda de peso intencional induzida e mantida pelo paciente. Também está relac...

Anorexia Emocional

A anorexia é um transtorno de imagem que é caracterizado pela perda de peso intencional induzida e mantida pelo paciente. Também está relacionado à sensação de apetite diminuída e diria que é uma doença que está ganhando espaço numa perspectiva afetivo - emocional. Quantas vezes ou quantas pessoas você já ouviu dizer que está saciado emocionalmente ou afetivamente? E, quantas vezes ouvimos tantas justificativas a ponto de ficarmos estarrecidos por fulano ou fulana conseguirem viver com tão pouco alimento pra alma? Chega a ser inimaginável entender como algumas pessoas conseguem viver com tão pouco, migalhas, e não conseguem enxergar o quão desnutridas estão afetivamente.

São migalhas no trabalho, migalhas de amizade, migalhas de atenção, de carinho, de amor e, o resultado não poderia ser diferente, sobrevivem. O fato é que elas veem como excesso e assim, satisfazem-se com muito pouco, ou melhor, saciam-se, mas quando o outro a vê logo enxerga a doença.
Geralmente pessoas que se doam muito acham que não tem o direito de receber tanto. E nada-nada, vira um ciclo vicioso e suicida. Quantos de nós, em momentos cruciais no trabalho, deixamos de comer, nos sustentamos com café, guloseimas dar conta de um trabalho ou projeto? Quantos de nós priorizamos atividades que mais nos matam do que nos revigoram?

O mundo “Time is Money” nos consome, nos definha e até muda os nossos valores. Passamos a acreditar que é suficiente o tempo passado com o parceiro no carro com som ligado, ouvindo notícias, sem trocar uma palavra, acreditamos até que falar com o parceiro ou filho durante o dia somente por whatsapp ou com mensagens motivacionais, de bom dia ou de carinho no facebook nos dá a pseudo sensação de união familiar. Onde foram parar os abraços, as cartas de amor (as realmente escritas e não as compartilhadas) os telefonemas e cartões de feliz aniversário, os sorrisos e as gargalhadas reais? Alguns logo justificariam que tudo isso é exagero, mas não percebem o quanto são desnutridos satisfazendo-se com carinhas felizes e gargalhadas escritas.

Não é egoísmo acreditar que merecemos o melhor, muitas vezes, o que nos impede de ter um bom carro, um bom apartamento e até mesmo um bom relacionamento é que acreditamos que não somos merecedores de tal graça e vivemos em uma espécie de restrição emocional eterna.  Acreditar que merece já é um grande passo, procurar ajuda é o primordial, afinal de contas, anorexia não é brincadeira, nos enfraquece de uma forma até não termos defesa o suficiente pra sairmos com vida, ou seja, alimente sua alma!  


sábado, 6 de setembro de 2014

6.9 – Dia do Sexo

Muitos certamente, nem saberiam que hoje é dia do sexo. Hoje me peguei pensando em como seria o dia do sexo se fosse comemorado como essas datas comerciais. Imagina o dia do sexo sendo comemorado como o dia dos namorados? Hilário!! Se no dia dos namorados, pra comemorar é preciso ter um namorado, no dia do sexo seria devastador. Todas as datas ditas comerciais são exploradas pelo comercio de uma forma tão insistente que acabamos cedendo. Agora, imaginem a cena, os comerciais exibindo vibradores e acessórios eróticos insistentemente para que todos pudessem comemorar o dia “D”?? No mínimo, engraçado.

A questão aqui não é a data em si, até porque muitas pessoas justificam não dar presentes no dia da mulher ou dia das mães ou crianças porque diz que “dia da mulher é todo dia!” Quantas de nós já não ouvimos essa frase? A questão é que essas justificativas são até plausíveis, mas a verdade é que são apenas palavras. Muitos justificam assim pra simplesmente não se render aos manejos comerciais, ao capitalismo e consumismo. A verdade é que por pior que seja algumas mulheres só são valorizadas, agradadas e mimadas no dia da mulher, ou reconhecidas o seu devido valor no dia das mães e amadas no dia dos namorados. Alguns homens, só são valorizados como pai no dia dos pais e, pior, os que sabem, só fazem sexo no dia do sexo!

Claro, claro, tudo no seu devido lugar, mas vamos combinar que tem gente que precisa das datas!! Não é o ideal, mas às vezes é necessário. Para os que precisam das datas, comemore e para os que não precisam, aproveitem mais ainda! Estamos num mundo que nos engole de uma forma que às vezes esquecemos até de respirar quanto mais amar, valorizar quem estar do nosso lado, aproveitar e curtir quem nos ama, “chamegar” com quem vale a pena.


Então, se tem data, comemore! Se não tem data, invente alguma para comemorar! Justifique, comemorando!! E perceba que a vida vale muito mais a pena quando é gozada e simplesmente vivida!