quarta-feira, 29 de outubro de 2014

SEXO E OUTROS AMORES: Anorexia Emocional

SEXO E OUTROS AMORES: Anorexia Emocional: A anorexia é um transtorno de imagem que é caracterizado pela perda de peso intencional induzida e mantida pelo paciente. Também está relac...

Anorexia Emocional

A anorexia é um transtorno de imagem que é caracterizado pela perda de peso intencional induzida e mantida pelo paciente. Também está relacionado à sensação de apetite diminuída e diria que é uma doença que está ganhando espaço numa perspectiva afetivo - emocional. Quantas vezes ou quantas pessoas você já ouviu dizer que está saciado emocionalmente ou afetivamente? E, quantas vezes ouvimos tantas justificativas a ponto de ficarmos estarrecidos por fulano ou fulana conseguirem viver com tão pouco alimento pra alma? Chega a ser inimaginável entender como algumas pessoas conseguem viver com tão pouco, migalhas, e não conseguem enxergar o quão desnutridas estão afetivamente.

São migalhas no trabalho, migalhas de amizade, migalhas de atenção, de carinho, de amor e, o resultado não poderia ser diferente, sobrevivem. O fato é que elas veem como excesso e assim, satisfazem-se com muito pouco, ou melhor, saciam-se, mas quando o outro a vê logo enxerga a doença.
Geralmente pessoas que se doam muito acham que não tem o direito de receber tanto. E nada-nada, vira um ciclo vicioso e suicida. Quantos de nós, em momentos cruciais no trabalho, deixamos de comer, nos sustentamos com café, guloseimas dar conta de um trabalho ou projeto? Quantos de nós priorizamos atividades que mais nos matam do que nos revigoram?

O mundo “Time is Money” nos consome, nos definha e até muda os nossos valores. Passamos a acreditar que é suficiente o tempo passado com o parceiro no carro com som ligado, ouvindo notícias, sem trocar uma palavra, acreditamos até que falar com o parceiro ou filho durante o dia somente por whatsapp ou com mensagens motivacionais, de bom dia ou de carinho no facebook nos dá a pseudo sensação de união familiar. Onde foram parar os abraços, as cartas de amor (as realmente escritas e não as compartilhadas) os telefonemas e cartões de feliz aniversário, os sorrisos e as gargalhadas reais? Alguns logo justificariam que tudo isso é exagero, mas não percebem o quanto são desnutridos satisfazendo-se com carinhas felizes e gargalhadas escritas.

Não é egoísmo acreditar que merecemos o melhor, muitas vezes, o que nos impede de ter um bom carro, um bom apartamento e até mesmo um bom relacionamento é que acreditamos que não somos merecedores de tal graça e vivemos em uma espécie de restrição emocional eterna.  Acreditar que merece já é um grande passo, procurar ajuda é o primordial, afinal de contas, anorexia não é brincadeira, nos enfraquece de uma forma até não termos defesa o suficiente pra sairmos com vida, ou seja, alimente sua alma!  


sábado, 6 de setembro de 2014

6.9 – Dia do Sexo

Muitos certamente, nem saberiam que hoje é dia do sexo. Hoje me peguei pensando em como seria o dia do sexo se fosse comemorado como essas datas comerciais. Imagina o dia do sexo sendo comemorado como o dia dos namorados? Hilário!! Se no dia dos namorados, pra comemorar é preciso ter um namorado, no dia do sexo seria devastador. Todas as datas ditas comerciais são exploradas pelo comercio de uma forma tão insistente que acabamos cedendo. Agora, imaginem a cena, os comerciais exibindo vibradores e acessórios eróticos insistentemente para que todos pudessem comemorar o dia “D”?? No mínimo, engraçado.

A questão aqui não é a data em si, até porque muitas pessoas justificam não dar presentes no dia da mulher ou dia das mães ou crianças porque diz que “dia da mulher é todo dia!” Quantas de nós já não ouvimos essa frase? A questão é que essas justificativas são até plausíveis, mas a verdade é que são apenas palavras. Muitos justificam assim pra simplesmente não se render aos manejos comerciais, ao capitalismo e consumismo. A verdade é que por pior que seja algumas mulheres só são valorizadas, agradadas e mimadas no dia da mulher, ou reconhecidas o seu devido valor no dia das mães e amadas no dia dos namorados. Alguns homens, só são valorizados como pai no dia dos pais e, pior, os que sabem, só fazem sexo no dia do sexo!

Claro, claro, tudo no seu devido lugar, mas vamos combinar que tem gente que precisa das datas!! Não é o ideal, mas às vezes é necessário. Para os que precisam das datas, comemore e para os que não precisam, aproveitem mais ainda! Estamos num mundo que nos engole de uma forma que às vezes esquecemos até de respirar quanto mais amar, valorizar quem estar do nosso lado, aproveitar e curtir quem nos ama, “chamegar” com quem vale a pena.


Então, se tem data, comemore! Se não tem data, invente alguma para comemorar! Justifique, comemorando!! E perceba que a vida vale muito mais a pena quando é gozada e simplesmente vivida!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Homens ao mar!!!!

Expressão bem conhecida quando se trata de perigo ou algo parecido. O curioso é que um dia desses usei uma metáfora com um paciente que depois até eu mesma fiquei pensando. Coloquei que, às vezes, era preferível “abraçar a âncora”. Fiquei pensando na comodidade de tantas pessoas que acabam por fazer esta escolha. Quantas vezes desistimos de nadar e por vezes nem tentamos? Nadar pra mim é um dos esportes mais difíceis que conheço. Já experimentei vários esportes, mas nadar... Água cansa mais do que 20 km de corrida. Quantas vezes a vida fez isso conosco? São tantas ondas, os famosos “caldos” que, faz com que saiamos do mar sem saber quem somos, para onde vamos ou, vai dizer que ninguém nunca tomou ou “caldo” daqueles? São dificuldades que várias vezes fazem com que nós simplesmente abracemos a âncora, desistimos.

Aprender a nadar para alguns educadores físicos é uma questão de sobrevivência. Hoje, tem-se a natação para bebês. Deveria ser pré-requisito, afinal de contas não tem coisa melhor do que ir a algum lugar que tenha piscina e ficar tranquilo em relação ao seu filho. Quando somos crianças e seu pai diz: pula! Você vai e pula! Deveria ser assim para viver, ensinar a nadar, ou melhor, a viver! Só que quando crescemos parece que o medo cresce proporcionalmente. Temos medo de pular, de nadar, de viver! Ficamos hesitantes, damos tantas desculpas, tantas explicações, algumas tão surreais que só nós acreditamos. Ora, medo e o desespero no mar são apenas condições para a morte, a sua e a de quem pode te salvar. Quem conhece o mar sabe que ele, em sua magnitude, merece respeito. A vida também oras!

Jogar-se na vida não significa não pensar nas dificuldades que ela vai apresentar, mas sim confiança de que pode sobreviver e, que em meio a ondas e caldos que você vai tomar e que podem até te tombar, deve-se ter o respeito e discernimento para enfrenta-los de modo que não se afunde e nem afogue quem pode te salvar. Tantas vezes a solução de vários, muitos problemas estão na nossa frente e simplesmente, por conta do desespero, não conseguimos enxergar. Parece difícil, mas, o difícil é o fácil que nunca foi tentado, as vezes, é só dar aquele impulso pra respirar um pouco e conseguir pensar.

Viver não é fácil, viver e ser feliz é mais difícil ainda, mas quando se decide por isso, aprendemos a ver as dificuldades de forma diferente e, quando alguém ou alguma situação te joga no mar, você nada! E por maiores que sejam as ondas você consegue! Ninguém nunca disse que seria fácil, mas que valeria a pena!

domingo, 10 de agosto de 2014

SEXO E OUTROS AMORES: São só garotos

SEXO E OUTROS AMORES: São só garotos: Um dia desses fiquei pensando como deve ser ruim ser homem porque concluí que é muito, mas muito melhor ser mulher. Talvez seja uma quest...

São só garotos


Um dia desses fiquei pensando como deve ser ruim ser homem porque concluí que é muito, mas muito melhor ser mulher. Talvez seja uma questão de semântica, se é que se pode dizer assim. Então, nós mulheres somos treinadas para sermos mulheres, bem ou mal, é isso que acontece. Desde pequenas ganhamos bonequinhas, algumas aprendem a bordar, outras panelinhas, e recebemos conselhos futurísticos com frases sempre iniciadas com aquela conjunção “quando”. Quando você casar... Quando tiver a sua casa... Quando você for mãe... Quando..... quem não se lembra de ter ouvido alguma frase assim ou de já ter falado algo do tipo. E os homens?? Eu mesma nunca me lembro de ter ouvido frases parecidas para os homens. Adoraria que eles ouvissem frases do tipo quando você casar corteje sempre sua esposa, nunca deixe de namora-la, corteje-a sempre não somente quando quiser transar, ajude-a em casa, não deixe a tampa do vaso levantada, seja proativo, fique mais tempo com seus filhos e se fosse fazer uma lista não pararia por aqui. Ao invés disso eles escutam frases como homem não chora, homem não podem brincar de boneca... homem não... e homem não! Enquanto somos “treinadas” para tornarmos mulheres eles são incentivados a serem apenas garotos, alienados por um machismo que os forja como homens.

E aí, vem o casamento! Tudo que foi construído é desconstruído, tudo que achávamos que seria de um jeito é de uma forma completamente diferente! Hábitos diferentes que são mudados ou adaptados, somos obrigados a amadurecer, a respeitar, a crescer, a assumir! Assumir a vida adulta, pagar contas, sorrir quando quer chorar, falar quando não quer falar. Nós mulheres, claro que nem todas e cada uma no seu ritmo, parece que temos uma coisa meio “camaleoa” de se adaptar, de usar a criatividade e solucionar problemas. Já os homens... o tempo de maturação é diferente, sofrem, mas ninguém falou pra eles que homem sofria de amor ou por amor, sentem vontade de chorar, mas todo mundo dizia que homem não chora, eles até tentam , mas não mostraram que eles tinham outras opções, apenas uma.

Pior do que o casamento são os filhos! E agora?? Uma criaturinha tão pequena depende desse pai que, automaticamente, transforma-se em herói ou príncipe. O mundo deles cai porque até então, fizera o que fora projetado: jogar bola, assistir campeonatos de futebol ou algum canal de esporte, coçar o saco, campeonatos de quem cospe mais longe e de repente, aquele que não brincou de bonecas pra ter uma ideia de como seria segurar um bebê, trocar fraldas, dar banho, brincar, aconselhar sobre namorados se vê obrigado a fazer tudo isso, por uma espécie de amor que ele nunca experimentou.


 E aí eles viram homens! (Uns nunca se transformam, mas foquemos na parte boa). Os valores mudam, a forma de ver algumas coisas muda quase tudo muda. Alguns até experimentam uma espécie de gratidão pelas mulheres de sua vida. Como quase tudo na natureza, o homem tem seu tempo de maturação. Deve-se considerar as “interferências” que o preparam ou simplesmente retardam esse processo. Mais uma vez, a comunicação e o respeito têm seu valor primordial com uma boa dose de paciência dentro da panela do amor.